FAZ DE CONTA
Noticia-se que cresce o número de ateus. Comenta-se que as Igrejas estão preocupadas com a situação que as estatísticas revelam. Pensando bem, a sociedade, como um todo, deve estar apreensiva com o fenômeno. Pois, quando se compreende que Deus é amor, é se induzido a concluir que, ao desacreditar em Deus, as pessoas declaram desacreditar no amor! Isto é deveras preocupante! Pois se eliminamos o amor como a referência ideal para relacionamentos dignos entre pessoas, o que sobra de decente para regular o convívio? A que inspiração se recorre para pautar relacionamentos humanos? É possível, por outro lado, que pessoas, ao se declararem ateus, estejam, na realidade, questionando determinados conceitos sobre a divindade. Ou dogmas. Como também, protestando contra certas formas de expressões e manifestações religiosas. Urge especificar critérios e apurar conceitos.
Não é totalmente inverossímil que ateus declarados tenham conduta ética correta e pautam seus relacionamentos com sentimentos de respeito para com o semelhante. Estatisticamente, esses cidadãos incluem-se na rubrica de ateus. Na realidade, não se encontram distantes do Reino de Deus. Ao formar seu rebanho, nosso senhor Jesus Cristo indicou a qualificativa a habilitar o ingresso no redil: ouvir sua palavra. Ouvir quer dizer atender. Seguir. Objetivamente falando, não basta ser ritualmente batizado para se considerar integrante do rebanho. Além do ritual, é preciso uma tomada de posição que distingue a conduta do batizado. Ensinam os apóstolos que, ao aceitar mergulhar na água do batismo, o candidato manifesta declarado propósito de renunciar ao pecado, isto é, a toda espécie de maldade, com a firme disposição de seguir Jesus Cristo. Integra a liturgia do batismo, o ritual conhecido como exorcismo. Antes da imersão na água, o candidato renúncia ao demônio e a todas as suas obras. Sabe-se que toda obra satânica tem por inspiração e destinação a divisão e a discórdia. Ao aceitar o batismo, o candidato solenemente renuncia a toda ação que pode gerar desunião e causar discórdia. Repetindo a mesma verdade, mas em termos positivos, o batizando assume o solene compromisso de trabalhar pela união, dedicar-se a construir fraternidade. A verdadeira alegria do batismo reside no fato da adesão de mais um discípulo, agente iluminado a pautar sua conduta por valores evangélicos, novo missionário da fraterna caridade.
Há batizados que não se empenham em levar uma vida coerente à sua condição de discípulos. Ao passo que ateus há que esmeram-se em agir com honestidade e consideração para com o semelhante. Esses podem estar longe das igrejas e dos rituais, mas não estão distantes do redil. Quando se trata de critérios rigorosa e objetivamente religiosos, as estatísticas podem não representar um retrato fiel da sociedade. Nada inverossímil encontrar mais ateus entre os batizados e discípulos entre os ateus! Para seguir a alegoria proposta pelo próprio Bom Pastor, há muitas ovelhas que supostamente integram o rebanho, mas que, na realidade, se deixam enfeitiçar por vozes e valores do mundo, diretamente opostos aos propostos pelo Pastor Bom! Tem muito ateu dando exemplo de retidão e integridade, ao passo que há crentes confessos que agem como se Deus morto estivesse! Como classificar essa gente? É bem provável que as estatísticas divinas apresentem tabulações diferentes e surpreendentes, discordantes e desconcertantes!
Registros humanos são importantes e úteis, mas devem ser analisados com filtros adequados. Em matéria de religião, estatísticas podem ser ocasião para ambiguidades. Quantidade nem sempre representa qualidade. Nem redução de fiéis representa necessariamente descrença. Pautar a ação religiosa e avaliar iniciativas pastorais unicamente pelo critério estatístico pode induzir a graves equívocos. Popularidade favorece concessões. Nem sempre o que povo aclama e aplaude é o que precisa de verdade. Mentes criteriosas enxergam o descompasso e recusam-se fazer parte do faz de conta. Caem fora das estatísticas, mas não necessariamente da essência do Reino! Ateus há que não estão muito longe do Reino dos céus!
Reflexões para crescer no amor a Deus, no amor aos irmãos e fortalecer-se na fé cristã.Viver, em suma!
sábado, 16 de abril de 2016
FAZ DE CONTA
FAZ DE CONTA
Noticia-se que cresce o número de ateus. Comenta-se que as Igrejas estão preocupadas com a situação que as estatísticas revelam. Pensando bem, a sociedade, como um todo, deve estar apreensiva com o fenômeno. Pois, quando se compreende que Deus é amor, é se induzido a concluir que, ao desacreditar em Deus, as pessoas declaram desacreditar no amor! Isto é deveras preocupante! Pois se eliminamos o amor como a referência ideal para relacionamentos dignos entre pessoas, o que sobra de decente para regular o convívio? A que inspiração se recorre para pautar relacionamentos humanos? É possível, por outro lado, que pessoas, ao se declararem ateus, estejam, na realidade, questionando determinados conceitos sobre a divindade. Ou dogmas. Como também, protestando contra certas formas de expressões e manifestações religiosas. Urge especificar critérios e apurar conceitos.
Não é totalmente inverossímil que ateus declarados tenham conduta ética correta e pautam seus relacionamentos com sentimentos de respeito para com o semelhante. Estatisticamente, esses cidadãos incluem-se na rubrica de ateus. Na realidade, não se encontram distantes do Reino de Deus. Ao formar seu rebanho, nosso senhor Jesus Cristo indicou a qualificativa a habilitar o ingresso no redil: ouvir sua palavra. Ouvir quer dizer atender. Seguir. Objetivamente falando, não basta ser ritualmente batizado para se considerar integrante do rebanho. Além do ritual, é preciso uma tomada de posição que distingue a conduta do batizado. Ensinam os apóstolos que, ao aceitar mergulhar na água do batismo, o candidato manifesta declarado propósito de renunciar ao pecado, isto é, a toda espécie de maldade, com a firme disposição de seguir Jesus Cristo. Integra a liturgia do batismo, o ritual conhecido como exorcismo. Antes da imersão na água, o candidato renúncia ao demônio e a todas as suas obras. Sabe-se que toda obra satânica tem por inspiração e destinação a divisão e a discórdia. Ao aceitar o batismo, o candidato solenemente renuncia a toda ação que pode gerar desunião e causar discórdia. Repetindo a mesma verdade, mas em termos positivos, o batizando assume o solene compromisso de trabalhar pela união, dedicar-se a construir fraternidade. A verdadeira alegria do batismo reside no fato da adesão de mais um discípulo, agente iluminado a pautar sua conduta por valores evangélicos, novo missionário da fraterna caridade.
Há batizados que não se empenham em levar uma vida coerente à sua condição de discípulos. Ao passo que ateus há que esmeram-se em agir com honestidade e consideração para com o semelhante. Esses podem estar longe das igrejas e dos rituais, mas não estão distantes do redil. Quando se trata de critérios rigorosa e objetivamente religiosos, as estatísticas podem não representar um retrato fiel da sociedade. Nada inverossímil encontrar mais ateus entre os batizados e discípulos entre os ateus! Para seguir a alegoria proposta pelo próprio Bom Pastor, há muitas ovelhas que supostamente integram o rebanho, mas que, na realidade, se deixam enfeitiçar por vozes e valores do mundo, diretamente opostos aos propostos pelo Pastor Bom! Tem muito ateu dando exemplo de retidão e integridade, ao passo que há crentes confessos que agem como se Deus morto estivesse! Como classificar essa gente? É bem provável que as estatísticas divinas apresentem tabulações diferentes e surpreendentes, discordantes e desconcertantes!
Registros humanos são importantes e úteis, mas devem ser analisados com filtros adequados. Em matéria de religião, estatísticas podem ser ocasião para ambiguidades. Quantidade nem sempre representa qualidade. Nem redução de fiéis representa necessariamente descrença. Pautar a ação religiosa e avaliar iniciativas pastorais unicamente pelo critério estatístico pode induzir a graves equívocos. Popularidade favorece concessões. Nem sempre o que povo aclama e aplaude é o que precisa de verdade. Mentes criteriosas enxergam o descompasso e recusam-se fazer parte do faz de conta. Caem fora das estatísticas, mas não necessariamente da essência do Reino! Ateus há que não estão muito longe do Reino dos céus!
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